Não creio na Reuters


Tua boca de batom fede a tabaco.
Teu sorriso encerra a gargalhada.
Teu esmalte oculta o sangue alheio.
Não creio no que vejo.
Tua voz cala as palavras.
Teu bom dia guarda um adeus.
Teu violino é solitário.
Não creio no que escuto.
Tua liberdade faz prisioneiros.
Tua vida se alimenta de mortos.
Tua bandeira branca é corda de forcas.
Não creio no que creio.
Meus olhos estão fechados.
Meus ouvidos, silenciosos.
Minha mente, atrofiada.
Agora só creio em não te crer.

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